GO: Incra entrega 25 patrulhas agrícolas

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O ouvidor agrário do Incra, Jorge Tadeu Jatobá Correia, e o superintendente do Incra em Goiás (Incra/GO), Eurípedes Malaquias de Souza, entregaram 25 patrulhas agrícolas para municípios goianos (veja lista abaixo) sob jurisdição das Superintendências Regionais do Incra/GO e Entorno do Distrito Federal e Minas Gerais. Os equipamentos foram doados na sexta-feira (29) durante solenidade na sede da Companhia Estadual de Abastecimento (Ceasa), em Goiânia.

A patrulha, composta por trator de 75 cavalos, carreta com capacidade de carga mínima de quatro toneladas e grade aradora de 14 discos, deve ser utilizada na abertura e recuperação de estradas vicinais; em obras de captação e armazenamento de água; e no desenvolvimento de ações produtivas para agricultores familiares em áreas de reforma agrária nos municípios beneficiados.

De acordo com Souza, esta ação propicia e fortalece o acesso dos trabalhadores rurais à tecnologia. “É uma forma de favorecer o desenvolvimento da produção e, posteriormente, seu escoamento”, observou. Somada, a população de assentados nos municípios que receberam patrulha agrícola, apenas na jurisdição do Incra/GO, ultrapassa 6, 2 mil famílias distribuídas em mais de 130 áreas de reforma agrária.

Municípios que receberam patrulha agrícola:

Água Fria;
Baliza;
Bom Jardim de Goiás;
Caiapônia;
Cidade de Goiás;
Crixás;
Doverlândia;
Fazenda Nova;
Flores de Goiás;
Guarani de Goiás;
Jataí;
Mara Rosa;
Minaçu;
Moiporá;
Niquelândia;
Porangatu;
Posse;
Rialma;
Rio Verde;
São Domingos;
São Luiz dos Montes Belos;
Simolândia;
Uruaçu;
Vila Boa;
Vila Propício.
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GO: Incra entrega 25 patrulhas agrícolas

Incra/GO inicia processo de reconhecimento do quilombo Porto Leocádio

familia quilombo porto leocadio

O Incra em Goiás (Incra/GO) publicou nesta segunda-feira (25), na Seção 3 do Diário Oficial da União, edital do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) da comunidade quilombola Porto Leocádio, localizada no município de São Luiz do Norte, a cerca de 245 quilômetros de Goiânia. As 20 famílias cadastradas como remanescentes de quilombo pleiteiam uma área de 1,5 mil hectares.

O grupo mora na localidade há pelos menos dois séculos. O RTID aponta que a origem da comunidade está diretamente ligada ao processo minerador em Goiás, iniciado a partir do século XVIII.

As famílias de Porto Leocádio vivem basicamente da agropecuária. Também foram identificadas atividades de pesca e de extração de mel. Habitualmente, cultivam cana, arroz, algodão, milho, mandioca, mamona, além de plantas medicinais. Produzem, ainda, farinha e artesanato tradicional.

Histórico

O RTID é peça fundamental para o andamento do processo de reconhecimento e regularização das terras quilombolas. Elaborado por uma equipe multidisciplinar, o documento contém informações históricas, cartográficas, fundiárias, agronômicas e ambientais, obtidas em campo e junto a instituições públicas e privadas. No caso de Porto Leocádio, os trabalhos foram realizados pelo Incra em conjunto com a Empresa Associação Positiva de Brasília (APB).

Após duas publicações seguidas do documento nos diários oficiais da União e do Estado de Goiás e a entrega de notificações aos confrontantes do referido território, é aberto prazo de 90 dias para contestação das partes interessadas. Após este período, o RTID pode ser aprovado em definitivo, declarando os limites da área e dando encaminhamento à finalização da regularização fundiária.

O processo de reconhecimento da comunidade quilombola Porto Leocádio foi iniciado no Incra em 2006. Existem 18 processos do mesmo perfil abertos na regional da autarquia e uma área regularizada, a Comunidade Tomás Cardoso, no município de Goianésia.

Mais informações em:  http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=530&pagina=1&data=25/06/2018&totalArquivos=150

 

Incra/GO inicia processo de reconhecimento do quilombo Porto Leocádio

Assentada de Minaçu participa de curso sobre agrofloresta

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Dona Neurice Araújo Torres Lima, 49 anos, ainda lutava para conseguir uma área pela reforma agrária quando definiu que trabalharia com reflorestamento logo que estivesse na terra. Assim fez ao chegar na parcela 90 do assentamento Dom Roriz, em Minaçu, em 2005. Aos poucos, foi trazendo espécies de outras regiões do cerrado e plantando na área. Atualmente, ela tem um pouco mais de um hectare plantado consorciando plantas típicas do cerrado, como cagaita, pequi e baru com frutíferas como mamão, jabuticaba, laranja, caju, lichia, além de hortaliças.

Pensando em aperfeiçoar conhecimento, procurou no Incra Goiás informações sobre agrofloresta. Orientada pela engenheira agrônoma da instituição, Janice Morais, conseguiu vaga no curso de agrofloresta realizado pela Floresta Alimentos Orgânicos, com apoio do Movimento de Agroflorestores de Inclusão Sintrópica (MAIS) e pelo Núcleo de Estudos em Agroecologia de Hidrolândia (NEA). A capacitação foi ministrada pelos instrutores Bruno Lopes e Rafael Tokarski, no sítio Dirindele, zona rural de Hidrolândia, no mês passado.

Durante o curso, Neurice e a filha Paula Fernanda Torres Lima aprenderam sobre princípios da agrofloresta, solo, adubação, estratificação florestal, poda, implantação e manejo de sistemas agroflorestais (SAF´s). “Fiquei muito feliz porque aprendi técnicas corretas para plantar, aproveitar espaço e podar”, relata. Segundo ela, a partir deste conhecimento tem condições de estabelecer canteiros organizados dentro de uma lógica apropriada.

Cheia de planos, a camponesa quer dividir o que aprendeu com as demais famílias do Dom Roriz e implantar um banco de sementes. “Eu preocupo com as gerações futuras, tem que conscientizar a humanidade para cada um fazer um pouquinho de reflorestamento porque a natureza está sendo devastada”, observa Neurice. Dentro desta perspectiva, ela distribui mudas de plantas para os vizinhos porque montou um viveiro na sua parcela.

Assentada de Minaçu participa de curso sobre agrofloresta

Colheita de arroz no PA Vale do Bijuí

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colheita arroz pa bijui

Na foto, assentados do PA Vale do Bijuí (município de Campinaçu) comemoram colheita comunitária do arroz. O trabalhador rural Vítor Pereira da Silva, morador da parcela 84, disse que foram plantados 20 litros de arroz em meio hectare (ha) de terra, colhendo 1.200 quilos do grão. Ele informou que o produto é para garantir segurança alimentar das famílias. Além disso, foram plantadas cinco litros de feijão; batata; banana; mandioca e milho em cerca de 2,5 ha.

Galeria

Quilombolas de Piracanjuba recebem declaração para acesso ao Pronaf

Famílias da comunidade quilombola Ana Laura, localizada no município goiano de Piracanjuba, receberam 14 Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP/Pronaf), emitidas pelo Incra em Goiás. Os documentos habilitam os agricultores para acesso à modalidade Microcrédito Produtivo Rural (Pronaf Grupo B).
Há, aproximadamente, dois anos, os membros da comunidade produzem coletivamente, em espaços cedidos pela prefeitura. Atualmente, plantam milho, mandioca, jiló, abóbora, fava, melancia e hortaliças em uma área de 4,3 mil metros situada no bairro Jardim Goiás II.
A emissão das declarações aos remanescentes de quilombos é uma forma de incentivar atividades produtivas agrícolas e/ou não agrícolas, de beneficiamento e comercialização de seus produtos. Com a DAP em mãos, as famílias também podem acessar outras políticas públicas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
A entrega das DAPs ocorreu no salão da Igreja São Vicente de Paula, durante festa tradicional em 13 de maio, que homenageia Dona Guita, matriarca de várias famílias da comunidade. A antropóloga do Incra em Goiás, Cristiana Fernandes, participou do evento.
O processo de regularização fundiária do território quilombola Ana Laura foi aberto no Incra/GO em 2016 e encontra-se na fase inicial de identificação das 100 famílias que vivem no local.
Além de comercializar os gêneros alimentícios que produzem, os membros da comunidade vendem artesanato, como almofada, bonecas de pano e de feltro, porta-guardanapo, pano de prato, porta papel toalha e artigos feitos em madeira, cabaça e cerâmica. Os produtos são comercializados no Ateliê Quilombola “As Lalinhas”, localizado no centro de Piracanjuba, na via de acesso para o município de Caldas Novas (GO), sendo um atrativo para turistas.
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Quilombolas de Piracanjuba recebem declaração para acesso ao Pronaf

Roda de conversa repassa os 20 anos da educação na reforma agrária em Goiás

Maior e mais duradouro programa de educação na reforma, o Pronera será o assunto de roda de conversa de hoje ente agricultores assentados, educadores, professores, pesquisadores e gestores de órgãos públicos.

O evento integra a programação da Feira Agro Centro-Oeste Familiar, realizada na cidade goiana de São Luis de Montes Belos.

O fio condutor da conversa será uma exposição de fotos que documentam os 20 anos da execução do programa no estado de Goiás.

Capitaneado pelo Incra, o Pronera é executado pelos parceiros – os agricultores assentados e acampados e instituções de ensino.

A dinâmica do Pronera inclui a capacitação de educadores integrantes das comunidades beneficiadas.

Por sua vez, estes educadores são os responsáveis pela alfabetização de turmas de alunos de sua própria comunidade de assentados ou acampados, garantindo o protagonismo e a valorização dos envolvidos.

Os cursos oferecidos vão da alfabetização ao doutorado e não raro os formandos retornam como professores ou gestores de escolas públicas, como é o caso da assentada Sandra Ribeiro.

É sobre os inúmeros frutos e os também inúmeros gargalos do programa que os integrantes da Roda de Conversa se debruçarão na tarde de hoje.

Roda de conversa repassa os 20 anos da educação na reforma agrária em Goiás

Feira Agro Centro-Oeste Familiar começa hoje, em São Luis de Montes Belos

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Entre os dias 9 e 11 de maio a 16ª Agro Centro-Oeste Familiar movimentará o município goiano de São Luiz de Montes Belos.

A exposição é realizada por meio da parceria entre entidades governamentais, incluindo o Incra em Goiás, e movimentos sociais.

Trata-se de uma das principais vitrines da agricultura familiar e da reforma agrária do estado. Simultaneamente, a Agro Centro-Oeste abre espaço para divulgação de conhecimento, troca de experiências entre expositores e agricultores e comercialização de produtos advindos do campo.

Durante os três dias de evento, trabalhadores rurais e o público em geral terão à disposição uma programação com dezenas de mesas redondas, oficinas, minicursos, seminários e exposições.

Também serão ministradas palestras de variados temas, como: agrobiodiversidade; saneamento rural; uso técnico de agrotóxicos; alternativas de combate à fome; manejo e práticas agroecológicas; melhoramento de sementes; e gestão financeira da propriedade rural. Toda a programação voltada para o conhecimento e capacitação será realizada durante o dia no Campus da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em São Luiz dos Montes Belos (GO).

Este ano, a parte comercial da Agro Centro-Oeste contará com cerca de 70 expositores e será realizada à noite, no Parque Bela Vista (Espelho D’Água). Neste local, os consumidores poderão comprar diretamente de quem produz hortaliças, frutas, mel, doces, geleias, artesanato e uma ampla oferta de produtos do campo.

Segundo os organizadores, esta inovação, diferenciando os horários da programação, visa dar maior visibilidade para os produtos que serão comercializados.

Participação do Incra

Em meio à diversidade da programação, o Incra participará diretamente da roda de conversa sobre licenciamentos ambientais, programa de regularização ambiental e Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também integrará três mesas redondas: uma debaterá oportunidades e desafios para a agricultura familiar e assentados na comercialização direta, em feiras, por meio de instrumentos governamentais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A segunda apresentará desafios, possibilidades e ações compartilhadas do desenvolvimento de sistemas produtivos sustentáveis nas unidades familiares do território rural Médio Araguaia e região.

Para marcar as comemorações aos 20 anos do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), será promovida uma terceira mesa redonda apresentando as vivências no contexto do programa, bem como a exposição fotográfica “Educação no Corpo da Terra”.

O Incra/GO também colaborou para a realização da palestra sobre uso técnico de agrotóxicos na produção familiar e seus impactos socioambientais e participará da reunião institucional do Fórum Goiano de Combate aos Impactos do Agrotóxico, visto que é uma das entidades que integram este colegiado.

Agro Centro-Oeste/2018

Este ano, pela primeira vez, a UEG, Campus São Luiz dos Montes Belos, será a anfitriã do evento.

A feira é realizada em parceria entre Incra/GO, Universidade Federal de Goiás (UFG), Instituto Federal Goiano (IFGoiano); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG); Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás (Emater); Prefeitura de São Luiz dos Montes Belos; Governo de Goiás; movimentos sociais, entre outros.

Feira Agro Centro-Oeste Familiar começa hoje, em São Luis de Montes Belos