Ocupação na manhã de hoje suspendeu nossas atividades temporariamente

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Lamentavelmente, nossas atividades estão suspensas temporariamente devido a uma ocupção da sede do Incra Goiás, nesta manhã (19/07), por manifestantes ligados aos movimentos sociais de luta pela terra.

Os portões foram trancados e os servidores impedidos de entrar no prédio.

Retomaremos o atendimento ao cidadão tão logo nossa sede seja desocupada.

Ocupação na manhã de hoje suspendeu nossas atividades temporariamente

Atenção: estamos sem serviço de telefonia.

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Um defeito na nossa central de telefonia deixou os nossos telefones mudos, hoje (17). Previsão é que o serviço seja retomado até dia 19 (quarta-feira).

Enquanto isso, entre em contato através do nosso e-mail, direntamente na nossa sede – em Goiânia, por aqui (blog) ou pelo Twitter (@incra_goias).

Agradecemos a compreensão de todos!

Atenção: estamos sem serviço de telefonia.

Incra cria assentamento para 60 famílias em Vila Propício

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O Incra Goiás criou o 305º assentamento de reforma agrária no estado, através de uma portaria publicada ontem (11), no Diário Oficial da União.

Denominado Marly Peixoto de Oliveira – homenagem à ex-servidora aposentada da Instituição (veja abaixo) – o novo assentamento tem capacidade para abrigar até 60 famílias de trabalhadores rurais sem terra.

O Marly Peixoto de Oliveira será implantado na antiga fazenda Bom Jesus Brejão, com 1.354,8541 hectares, desapropriada pelo Incra por ser improdutiva.

O decreto declaratório de interesse social foi publicado em 2014 e a posse do imóvel foi dada ao Incra, pela Justiça, em fevereiro de 2017.

A título de indenização, o Incra investiu R$ 7,5 milhões pela aquisição da fazenda Bom Jesus. Cada família beneficiada deverá pagar ao Incra pelo lote recebido, em parcelas anuais.

O imóvel possui duas casas em alvenaria – a da sede e uma de funcionários – pastos, curral coberto, cochos, um ribeirão e um córrego, represas e açudes e cerca de 3,5 km de estradas vicinais carroçáveis.

De acordo com o laudo agronômico, são indicadas para o local a implantação de culturas de ciclo curto, especialmente as resistentes ao veranico, e às de ciclo médio e permanente, assim como exploração pecuária e sivicultura. Há ainda orientação para o cultivo de hortas, lavouras temporárias e pastagem.

O novo assentamento será o sexto implantado no município, que já abriga o Serana, Santa Clara, Acanjarana, o Dandara e o Maria Cícera das Neves.

Próximos passos

O Incra vai realizar estudos, em conjunto com os beneficiários, para determinar a ocupação do imóvel e o parcelamento da fazenda em lotes, respeitadas as áreas de reserva legal, de preservação peramanente e comunitárias. Só então as famílias irão para seus lotes respectivos.

Nesse ínterim, o Incra repassará créditos para os trabalhadores se manterem na terra enquanto aguardam a conclusão dos trabalhos.


 

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Marly Peixoto de Oliveira Esteves foi servidora do Incra, no cargo de Assistente de Administração, de 1966 a 1991, quando se aposentou. Atuou em diversas áreas dentro da instituição, inclusive à frente da associação de servidores. Faleceou em fevereiro de 2010.

Incra cria assentamento para 60 famílias em Vila Propício

Pronera: jovens assentados concluem curso técnico de Agroecologia

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Para marcar o término do curso, estudantes tiveram uma aula de encerramento ministrada pelo antropólogo e escritor Carlos Rodrigues Brandão (na foto ao centro). Cursos foram realizados através de parceria entre o Incra (via Pronera), UEG, EFAGO e CNPq

Há pouco, no final de junho, 44 filhos de assentados e de agricultores familiares concluíram os cursos técnicos em Agroecologia e em Extensão Tecnológica em Agroecologia e Juventude, pela Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Os cursos foram iniciados em 2015 e contabilizaram 2 mil horas-aula na metodologia da Pedagogia da Alternância – no qual os alunos têm aulas na instituição de ensino (tempo escola) e atividades no próprio ambiente de onde são oriundos (tempo comunidade).

As aulas foram ministradas na UEG e na Escola Família Agrícola de Goiás (EFAGO) e são frutos da parceria entre o Incra – por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), o Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CNPq) e a extinta Secretaria Nacional da Juventude.

Antes da solenidade oficial de formatura (que ocorrerá em setembro), os alunos comemoraram o término dos cursos com uma aula de encerramento, no último dia 27, ministrada pelo antropólogo, escritor e professor emérito da Unicamp, Carlos Rodrigues Brandão.

 

Presente à solenidade, a servidora do Incra/GO, Nádia Dalmolin, relata que vários estudantes se tornaram referência em suas comunidades por desenvolverem técnicas de Agroecologia implantando projetos de recuperação de nascentes, hortas orgânicas e sementes crioulas.

Ainda segundo Nádia Dalmolin, outros formandos já atuam melhorando técnicas de produção de mel, rapaduras e outros alimentos fabricados nos assentamentos.

Pronera: jovens assentados concluem curso técnico de Agroecologia

Assistência técnica: produção de conserva e doces mudou a vida da família Carvalho Silva

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A vida de Benaia Hanini de Carvalho e do marido Francisco das Chagas da Silva se transformou nos últimos dois anos.

O casal saiu de São Paulo, pediu demissão de empregos típicos de cidade (ela é técnica, com nível superior, em Segurança do Trabalho e ele, mestre de obras) e veio para Goiás em busca de qualidade de vida. “Eu precisava de mais tempo para cuidar da minha filha; na capital paulista, devido à rotina de trabalho, não teria condições”, lembra.

Benaia voltou para a casa da mãe, dona Quedima Justino da Silva, no assentamento Dom Hélder Câmara (parcela oito), no município de Itaberaí (GO).

Por necessidade financeira, começou vendendo bolo no pote e cup cake. “Como são muito perecíveis, tinha muito desperdício”, lembra. Foi quando decidiu mudar de produto.

conservas
Participando de curso de culinária realizado pela Prosafra, empresa de assistência técnica contratada pelo Incra Goiás, Benaia aperfeiçoou as técnicas aprendidas com a família para produzir conserva e aplicou ainda na produção de licor e doce.

Ela explica que todo o processo de fabricação dos alimentos exige rigor na higienização porque sua conservação e qualidade estão intrinsecamente relacionadas.

“Hoje, o carro-chefe da minha produção é o doce de banana zero açúcar”, afirma. “Ainda não dá para ter um salário fixo, estou reinvestindo na produção”, conta.

A cozinha de trabalho de Benaia e seus produtos já receberam o aval da Vigilância Sanitária e estão em processo de legalização no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“Tenho fé em Deus que eu vou longe, ainda vou exportar minha produção”, acredita a empreendedora.

Uma certeza, ela já tem: “foi ótima a mudança para Goiás”.

Benaia diz que hoje tem tranquilidade para cuidar da filha, trabalha com produtos ecológicos, pois utiliza verduras e frutas produzidas sem agrotóxicos pela família e pelos vizinhos de assentamento, está estruturando sua produção e obtém renda satisfatória.

licor

Atualmente, na feira semanal de Heitoraí comercializa, em média, R$ 400,00.

Durante eventos maiores, vende mais e faz contatos para negócios futuros. Na última Agro Centro-Oeste Familiar, realizada no começo do mês, faturou R$ 4,8 mil.

Sobre o assentamento Dom Hélder Câmara

Situado no município de Itaberaí, região central de Goiás, fica a 92 quilômetros de Goiânia. Foi criado por desapropriação em 2004.

A área do assentamento é de 210 hectares e abriga oito famílias de trabalhadores rurais que se dedicam, em sua maioria, à criação de gado de leite.

Assistência técnica: produção de conserva e doces mudou a vida da família Carvalho Silva

Famílias do assentamento Plínio de Arruda Sampaio recebem Contratos de Concessão de Uso

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O Incra Goiás entregou, na tarde de ontem (27), em Goiânia, 60 Contratos de Concessão de Uso (CCU) para famílias do assentamento Plínio de Arruda Sampaio, em Amaralina (365 quilômetros da capital, região norte do Estado).

 

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Integrante da associação de moradores, a trabalhadora rural Eunice Lima da Silva, 45 anos, foi quem representou os assentados na entrega dos contratos pelo Incra. “Estamos satisfeitos, pois esse documento nos permitirá seguir buscando melhorias para o assentamento”, comemorou.

 

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O superintendente Eurípedes Malaquias de Souza explicou que o Contrato de Concessão de Uso é um título provisório de legalização do beneficiário do Incra na terra. “É importante que vocês leiam as condições presentes neste documento para saber os direitos e as obrigações contidas neste contrato”, orientou.

CCU – entenda:

O CCU tem validade de cinco anos e concede ao assentado, além do acesso a políticas públicas de crédito do Governo Federal, o uso do lote mediante 13 cláusulas.

Entre as exigências estabelecidas estão a residência fixa da família na parcela, a exploração produtiva correta – no caso do Plínio de Arruda Sampaio, piscicultura, fruticultura e pecuária leiteira, com o devido respeito à reserva legal – e a não comercialização ou transferência da parcela a terceiros.

 

Sobre a área

O assentamento Plínio de Arruda Sampaio foi criado pelo Incra em 2014 na fazenda Santo Antônio do Amparo, em Amaralina.

Adquirida pelo Instituto na modalidade de compra e venda (Decreto 433), essa é a quinta área da reforma agrária no município, contabilizando 500 famílias assentadas em Amaralina.

Famílias do assentamento Plínio de Arruda Sampaio recebem Contratos de Concessão de Uso