Incra prorroga até 2018 contrato de assistência técnica que beneficia 2 mil famílias assentadas

Assistência técnica: Incra prorroga contrato que beneficia 2 mil famílias assentadas.

O Incra assinou, na terça-feira (21), dois termos aditivos para prorrogar, até 2018, o contrato de prestação de serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) com a empresa Zootec Assessoria e Projetos.

Contratada através de chamada pública, há dois anos que a empresa assiste 2006 famílias de 24 assentamentos. Para a execução dessa nova etapa, o Incra investirá cerca de R$ 13 milhões.

Próximos passos
A prestadora tem três meses para apresentar ao Incra um plano de trabalho, que deverá ser elaborado com a participação dos assentados assistidos.

Ler matéria completa na página do Goiás no Portal do Incra“Nossa orientação é que a empresa pense suas atividades a partir do conceito de territorialidade dos assentamentos e do trabalho em rede”, destacou o superintendente regional do Incra em Goiás, Jorge Tadeu Jatobá.

Incra prorroga até 2018 contrato de assistência técnica que beneficia 2 mil famílias assentadas

Com 13 integrantes, família assentada investe em mamão e piscicultura para seu sustento.

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Recém chegados ao assentamento São Manoel, a família de Rodrigo Martins da Silva e Eliane Alves Custódio, há dois anos instalados no lote 47, está apostando na diversidade de produção.

Eles plantaram seis hectares de mamão, quatro hectares de pasto e em um hectare e meio construíram uma represa e 11 tanques de água para piscicultura.

Enquanto aguardam a primeira colheita, a família sobrevive da venda de alevinos. Futuramente, a intenção é expandir a fruticultura e cultivar maracujá, abacaxi e banana.

Os Silva Custódio, do lote 47 do PA São Manoel, são exemplo típico da agricultura familiar.

Além do casal Rodrigo e Eliane, ainda moram e cultivam a parcela a mãe de Eliane, dona Vanda Aparecida Alves Custódio, e os irmãos, Geandria Aparecida Custódio e Georton José Custódio, mais a cunhada, Josiane Ribeiro Silva.

“Aqui, vamos criar nossos filhos”, afirma Eliane.

Para a camponesa, a chegada da família fortaleceu os vínculos entre eles e ampliou a mão de obra para tocar os projetos.

Apesar das dificuldades iniciais com recursos financeiros e de estrutura para alojar todas as pessoas, ela considera fundamental o apoio familiar. Somados todos os maradores, dividem o lote 13 pessoas, somadas os adultos seis crianças.


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Jorge Luiz Fernandes, morador do PA São Manoel, também em Mundo Novo, começou a produzir mamão em 2013 em 2,5 hectares de terra.

A primeira colheita foi em setembro de 2014. Segundo ele, em média, colhe 250 caixas, de 19 quilos cada uma, por semana.

As vendas são nos mercados de Mundo Novo, Nova Crixás e região, além de fornecer 800 quilos/mês para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O faturamento é em torno de R$ 50 mil. O investimento inicial foi de R$ 26 mil/mês.

“Nunca usei veneno no mamão, minha produção é orgânica”, fala orgulhoso Fernandes. Ele garante que essa diferença lhe garante melhor preço no produto.

Para Fernandes, Mundo Novo tem potencial para ser um polo de fruticultura alavancado pela produção dos assentamentos. “Falta apoio financeiro”, reclama.

Fernandes sugere que o Incra faça “meio de campo” com as instituições financeiras para que liberem mais recursos para assentados.

Ele considera que mamão e banana são alternativas viáveis para os pequenos produtores. “O mamoal precisa ser adubado uma vez por semana e a irrigação deve ser feita noite sim, noite não para garantir o tamanho e o sabor da fruta”, ensina.

Fernandes está se preparando para substituir o mamão pela banana. As novas mudas já foram adquiridas na Embrapa.

No futuro, planeja adquirir dois caminhões para melhorar o transporte do mamão.

Além disso, sua filha, que está terminando um curso de Administração de Empresas, pretende montar um depósito de frutas em Goiânia.

Tudo isso pode garantir que a família consiga vender melhor seu produto.


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Na expectativa da primeira colheita de mamão até meados de agosto, Lindomar Divino de Oliveira, o popular Gaúcho, morador da parcela cinco do assentamento Santa Marta, no município de Mundo Novo (GO), tem muitos motivos para sorrir e agradecer.

“Há treze anos, quando cheguei aqui, tinha uma bicicleta”, lembra. Hoje, o lote do Gaúcho é um dos mais produtivos da comunidade. Ele é criador de gado para venda de bezerros e novilhas e de leite, atualmente, tem 100 cabeças; possui casa confortável, carro, dois tratores, dezenas de galinhas e porcos.

Após um curso do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), quando soube que as características do assentamento (altitude e clima) eram propícias para a fruticultura, e após uma breve observação do mercado, Gaúcho decidiu apostar no mamão, consorciado com a melancia. Plantou seis hectares. Em dezembro, colheu as primeiras melancias.

Foram 160 toneladas da fruta, vendidas para Brasília, Goiânia e Porangatu. A expectativa para o mamão é 130 toneladas por hectare, que resultará em cerca de 800 toneladas.

“Tem que ter a cabeça aberta. Correr atrás da informação”, alerta Gaúcho.

ElDSC_3318e disse que fazer os cursos foram importantes para melhorar sua conduta no trabalho.

“Plantei a melancia para reduzir os custos com a lavoura”, explica. Seguindo as orientações do professor do Senar, que mostrou que os insumos utilizados para melancia e mamão são os mesmos.

Mas, a melancia está pronta para ser colhida em 80 dias. Gaúcho informa que é necessário cerca de R$ 20 mil por hectare para implantar a fruticultura, incluindo, gasto com irrigação. No entanto, “a expectativa de retorno é de R$ 100 mil/hectare”, vislumbra.

Futuro

Em breve, Gaúcho pensa em construir um galpão para melhorar a qualidade do trabalho na hora de embalar as frutas e colocar internet na sua parcela.

“Preciso acompanhar diariamente a variação de preços do mamão” – por meio da rede de computadores, explica. Após três anos, tempo limite de produção do mamoal, o produtor substituirá o mamão pela banana.

“Agora, com a fruticultura, o assentamento vai decolar”, aposta.

No Santa Marta, cerca de 10 famílias vão produzir frutas.


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Em roda de conversa, servidores de Goiás lembram 45 anos de Incra

Em meio à rotina, os servidores e terceirizados do Incra em Goiás fizeram uma pausa no trabalho para lembrar os 45 anos de existência da autarquia.

Durante alguns minutos, conversaram sobre a situação atual do órgão e relembraram alguns do muitos episódios vividos durante suas carreiras.

O debate maior ficou por conta das questões sobre melhorias salariais e do plano de carreira. Neste mês, a Confederação Nacional das Associações de Servidores do Incra (CNASI) discute estas questões com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Depois da roda de conversas, os servidores apreciaram uma pequena exposição de fotos antigas e recentes que retratam os reflexos do trabalho dos servidores nos assentamentos implantados pelo Incra.

Acompanham as fotos, poemas de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, poeta, compositor e cantor nordestino, que em sua obra revive sua história de vida ligada à terra.

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