Piscicultura: pesque-pague em assentamento de Rialma (GO) é exemplo de diversificação.

Assentado de Rialma (GO) diversifica atividade e investe em pesque-pague

Identificar as potencialidades do seu lote em um assentamento pode fazer toda diferença.

Enoque Ferreira Pereira, 39, sabia disso. Depois de frequentar a escola agrícola, ele percebeu a necessidade de diversificar a produção e não ficar somente no convencional.

Com esse conhecimento e atento às características de sua parcela no assentamento Poções, em Rialma (GO), ele decidiu trabalhar com peixes. Deu certo.

Ler matéria completa na página do Goiás no Portal do IncraMas a grande sacada veio na transformação da parcela em um pesque-pague.

Nos fins de semana, ele chega a receber 500 pessoas e já pensa em aumentar as opções de peixes e de atrações.

Piscicultura: pesque-pague em assentamento de Rialma (GO) é exemplo de diversificação.

Não comercializar lotes em assentamentos é um ato de cidadania.

É proibido vender lotes em assentamentos do Incra.

Cumprir as condições de uso do lote (como as de explorar a parcela exclusivamente pela família, de morar na parcela e de não repassar o lote a terceiros) é um ato de cidadania.

Não comprar lotes em assentamentos, ainda que se perca um “bom negócio”, é um ato de cidadania.

Respeitar o Programa Nacional de Reforma Agrária, ao não comercializar lotes em assentamentos, é também um ato de respeito aos demais brasileiros.

Cuidar da reforma agrária é cuidar do bem público; é respeitar o investimento e o esforço que o país todo faz para desenvolver o assentado e fortalecer o Brasil rural.

Engano
O assentado que vende o lote, antes de ter pago ao Incra pela terra e pelos créditos recebidos, pode até pensar que está enganando o Incra ou o governo federal.

Na verdade, engana os próprios amigos, vizinhos e familiares. Eles deixaram de receber benefícios para si próprios para que o Incra investisse no crescimento do assentado.

Bem público
A reforma agrária é um programa público.

O Incra utiliza parte do dinheiro arrecadado dos impostos que são pagos por todos os brasileiros para adquirir as fazendas onde o órgão implanta assentamentos.

A aquisição dos lotes é custeada pelo trabalho dos brasileiros e faz parte de uma política maior: a de desenvolver o assentado e a comunidade onde ele vive.

A cessão dos lotes aos assentados não visa enriquecer ou prover uma fonte de lucro ao beneficiário.

O lote em um assentamento não é um bem particular como outro qualquer. Ele representa o esforço das famílias que lutaram pela terra, o trabalho e o investimento de vários órgãos governamentais e a esperança de desenvolvimento da comunidade local.

Pense nisso e seja cidadão.

E conheça mais sobre a proibição de comercialização de lotes em assentamentos.

Não comercializar lotes em assentamentos é um ato de cidadania.

Saldo positivo: Agro Centro-Oeste encerra com boas vendas e disseminação de conhecimento

Quatro dias de intensa troca de experiências, aprendizado e comercialização. Assim pode ser resumida a Feira Agro Centro-Oeste Familiar 2015, encerrada no sábado (16), no Centro de Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Para os cerca de 30 expositores assentados e mais as centenas dos que vieram para visitar os estandes e/ou participar das oficinas/palestras, a exposição deixa saudade e um legado de aprendizado e aprimoramento dos conhecimentos.

“A feira em si foi toda positiva”, relata a assentada Lázara Batista dos Santos, vinda de Jataí, PA Rio Claro, que vendeu quase toda a mercadoria que trouxe para Goiânia. “Gostei não só pelas boas vendas, mas, também, pelos cursos que participamos”, ressalta.

Mesa redonda sobre legalização de produtos alimentícios produzidos artesanalmente.
Mesa redonda sobre legalização de produtos alimentícios artesanais.

Produtor de rapadura e açúcar mascavo no PA São Domingos, em Morrinhos, Carlos José da Silva disse que a feira também reacendeu o debate sobre legalização de produtos alimentícios artesanais.

Carlos acredita que a mesa redonda promovida durante o evento fará a legislação em Goiás evoluir.

Ele conseguiu agendar com representantes da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UFG uma visita à parcela para que eles conheçam sua agroindústria de processamento de cana.

Histórico
A Agro Centro-Oeste é realizada anualmente desde o ano 2000.

O evento surgiu como um projeto de extensão com o propósito de proporcionar oportunidades de negócios e acesso ao conhecimento.

A partir de 2005, o enfoque da Feira se voltou para a agricultura familiar, devido às limitações que os agricultores enfrentam, principalmente, à baixa diversificação dos sistemas de produção.

O Incra é parceiro da UFG na realização da Agro Centro-Oeste.

Açúcar mascavo à venda na Feira
Açúcar mascavo à venda na Feira
Saldo positivo: Agro Centro-Oeste encerra com boas vendas e disseminação de conhecimento